Santa Feira atrai milhares de pessoas no primeiro dia
No primeiro dia da 5ª Santa Feira do Peixe, ontem, quase 5 mil pessoas compareceram ao Pátio do Pescado da CEAGESP para comprar peixe fresco, bacalhau e complementos, como temperos, legumes e verduras. O movimento deve aumentar ainda mais no dia de hoje, antecipam os comerciantes, que esperam vender volume 30% maior em relação à edição do ano passado, quando foram comercializadas 60 toneladas de pescados.
Somente o comerciante Jorge Luiz Andrés, o popular “Espanhol”, espera vender neste ano 10 toneladas de peixes frescos. Segundo ele, as pessoas normalmente deixam para comprar no último dia da feira, amanhã, dia 1º, “ mas é bom garantir logo o peixe da Sexta-Feira Santa”, alerta.
Para Heiji Tamada, que comercializa peixes frescos, bacalhau e ainda mantém um restaurante de comida japonesa à base de peixe no evento, independentemente do resultado financeiro, é importante incentivar o consumo de pescado no Brasil. “É um trabalho de formiguinha, mas que precisa ser feito”, ressalta Tamada, que participa da Santa Feira pelo segundo ano consecutivo. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, o consumo anual de peixes no Brasil é de 7kg por pessoa, inferior, ao mínimo de 12kg recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
Mas a Santa Feira exige sacrifícios. Pessoal do setor de Pescado, Departamento do Entreposto da Capital, Segurança, Fiscalização, Portarias, Economia e Comunicação se desdobram semanas antes na preparação e, principalmente, durante o evento. Por outro lado, a maior parte dos comerciantes que trabalha na Santa Feira do Peixe faz dupla jornada nesses três dias do evento. Eles trabalham na madrugada, na comercialização por atacado de pescado da CEAGESP, das 2h às 6h, e a partir do final da manhã, já começam a montar a Santa Feira.
Por isso mesmo, o presidente da CEAGESP, Mário Maurici, cumprimentou pessoalmente um a um todos os permissionários que trabalham no evento. “A Santa Feira é um grande exemplo de parceria que beneficia, principalmente a população, que tem acesso a um produto de qualidade, como é o peixe da CEAGESP, a um preço especial”, ressalta Maurici. Ele lembrou que os comerciantes, além de as sacrificar margem, para oferecer preço competitivo, sacrificam também o sono.