Nem as condições climáticas adversas, nem a greve de produtores da Argentina conseguiram impedir o aumento de volume de comercialização da rede de entrepostos da CEAGESP nos primeiros quatro meses de 2008. O crescimento foi de 5,4% na quantidade de hortifrutícolas, flores e pescado e 7,2% no volume financeiro.
O Entreposto da Capital, que responde por mais de 80% do movimento total, comercializou 1.054.103 toneladas no quadrimestre, somando as 10.334 toneladas registradas diariamente. E o campeão de vendas continua sendo a laranja, com 108.517 toneladas, seguido de perto pelo tomate, com 98 mil toneladas.
Segundo Flávio Godas, chefe da Seção de Economia da CEAGESP, enquanto o setor de flores foi o que mais cresceu nesse período (23,07%), as vendas de frutas ainda representam mais da metade do total comercializado no Entreposto da Capital. Também tiveram aumento no período analisado os setores de legumes (11,81%) e verduras (9,02%).
Dias das Mães - Feira de Flores - maio 2008
"Os excelentes resultados obtidos no primeiro trimestre de 2008 sugerem otimismo para a principal data de venda de flores na CEAGESP, o Dia das Mães" - antecipa Flávio Godas, chefe da Seção de Economia da CEAGESP.
O entreposto de São Paulo da CEAGESP registrou, no 1º trimestre de 2008, crescimento de 4,9% na quantidade comercializada e 3% no volume financeiro.
"Esses números são extremamente positivos, principalmente se comparados a 2007, o melhor resultado dos últimos 16 anos" - analisa Godas. "O crescimento do setor flores, contudo, superou todas as expectativas. No 1º trimestre de 2008 foram negociadas 13.053 toneladas ante 10.530 no mesmo período de 2007, ou seja, um excepcional crescimento de 24%".
Acompanhando esta tendência positiva, o volume financeiro também apresentou
elevação de 23,3%, superando a marca de R$ 47 milhões negociados no 1º
trimestre de 2008.
No mês de maio, quando tradicionalmente os negócios aumentam, em média, 20%
em relação aos demais meses, espera-se que o volume negociado ultrapasse a
casa dos R$ 20 milhões.
"Na semana que antecede o dia das mães, a expectativa é que sejam comercializadas cerca de 2000 toneladas de flores de corte e vaso, movimentando cerca de R$ 2 a R$ 2,5 milhões. Também são esperadas de 20.000 a 25.000 pessoas por feira" - conclui Flávio.
Em dias normais, a circulação é de 5 a 8 mil pessoas.
Os produtos comercializados são todos do estado de São Paulo e tem origem em cidades como Holambra, Mogi das Cruzes, Cotia, Bragança, entre outras.
A feira, que acontece às terças e sextas, das 5 às 10h30, em uma área de 20 mil m², da CEAGESP, na Vila Leopoldina, é considerada uma das maiores do mundo do gênero. Reúne 1.100 produtores que comercializam seus artigos (plantas, flores, vasos, acessórios e etc.) no atacado e no varejo.
Feira de Flores da CEAGESP
Todas as terças e sextas-feiras, das 5h às 10h30.
Avenida Dr. Gastão Vidigal, 1946 – portão 3 – na Vila Leopoldina
Batata para todos os gostos - abril 2008
Originária dos Andes, a batata é um tubérculo solanáceo, da mesma família do tomate e do pimentão. Mas apesar de ser a região de origem, a América do Sul é o continente onde menos se produz batata no mundo: menos de 16 milhões em 2006.
No mundo, porém, a batata está entre os produtos mais consumidos. Perde apenas para o arroz, o trigo e o milho.
Por que tanto sucesso? Dizem os entendidos que o cheiro e o sabor pouco acentuados possibilitam centenas de combinações de diferentes sabores. Seu valor energético, aliado a ausência de colesterol, são qualidades que atraem os adeptos da alimentação saudável. Além disso, o fato de possuir menos de 1% de gordura e ser uma excelente fonte de proteínas, fibras, ferro, vitamina C e sais minerais, atrai quem quer fazer uma dieta gostosa, consistente e longe das gorduras tão calóricas.
Não é a toa que 2008 foi escolhido Ano Internacional da Batata pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
A CEAGESP não pode ficar alheia a essa comemoração. Afinal, é o terceiro produto mais vendido no Entreposto da Capital. E é o primeiro no setor de produtos diversos, que inclui cebola, alho e ovos, entre outros. Em 2007, foram comercializados mais de 228 mil toneladas, originárias principalmente das produções de São Paulo (São Miguel Arcanjo, Socorro, Ibiúna), Minas Gerais (Ipuiúna, Senador Amaral), Santa Catarina (Água Doce) e Paraná( Candoi, Tijuco do Sul).
São nove as variedades de batatas comercializadas na CEAGESP, que diferem em cor, tamanho, formato e características marcantes. E o trabalho preparado pelo Centro de Qualidade em Horticultura mostra essas variedades e quais as melhores formas de utilização na culinária.
É tempo de mudança de embalagens! (março de 2008)
Anita de Souza Dias Gutierrez
A melhoria das embalagens e da logística de movimentação das frutas e hortaliças frescas na sua comercialização faz parte do sonho de todos os que querem um futuro melhor para os seus negócios. Mas entra ano sai ano, pouca coisa acontece.
O inicio de 2008 promete mudanças concretas. Novas exigências legais, mudança de administração da Subprefeitura da Lapa, ano eleitoral, a procura de biomassa para energia, apontam para a mudança.
1 - A Prefeitura de São Paulo e a Subprefeitura da Lapa estão determinadas a exigir o cumprimento da lei em todos os setores. A Lei Municipal 14.264 de 6/2/2007 estabelece normas para a utilizacão de caixas descartáveis e retornáveis no acondicionamento, transporte, distribuicão e venda de alimento hortifruticolas "in natura" no âmbito do Município de São Paulo e dá outras providências.(PL 285/06). A lei municipal é mais exigente que a lei federal e a responsabilidade pelo cumprimento da lei é da Vigilância Sanitária Municipal – a COVISA.
2 - Uma das grandes mudanças é a responsabilização dos atacadistas e varejistas pela reciclagem das embalagens descartáveis e pela higienização das embalagens retornáveis. Um trabalho que exigirá uma organização parecida com a do INPEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), criada pelas indústrias de defensivos agrícolas, responsáveis pelo destino das embalagens vazias de agrotóxicos. A grande diferença que as nossas embalagens descartáveis podem ser utilizadas para geração de energia e para a fabricação de miolo de caixas de papelão e compensados de madeira, sem a preocupação do resíduo tóxico.
3 - A grande transformação imobiliária associada ao esforço de fiscalização da Prefeitura já reduziu muito a comercialização de caixas de madeira no entorno da CEAGESP e deve reduzir mais.
4 - Existe um grande interesse pelo aproveitamento das caixas de madeira usadas, por empresas que utilizam os rejeitos de madeira como energia ou como matéria prima para produção de compensados e pela reciclagem das caixas de papelão.
5 - O Decreto 6.268 do Governo Federal de 22.11.07 regulamenta a Lei n. 9.972, de 25 de maio de 2000, que institui a classificação de produtos vegetais, seus subprodutos e resíduos econômicos. Os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade (normas de classificação) serão fiscalizados e regulamentos para novos produtos serão estabelecidos. O Regulamento estabelece os padrões de qualidade e as regras para classificação para o produto, para a sua embalagem e rotulagem. O Ministério da Agricultura deverá fiscalizar o seu cumprimento.
6 - Duas Ceasas, a de Porto Alegre e a de Campinas, estão adiantadas na implantação do Banco de Caixas, tendo como modelo o projeto desenvolvido pelos técnicos da CEAGESP. Na Ceasa de Porto Alegre o permissionário responsável pela gestão do Banco de Caixas (fornecimento e higienização das caixas plásticas), cuidará também da reciclagem das embalagens descartáveis. Na Ceasa de Campinas uma grande empresa de embalagens plásticas ganhou a licitação para operar o Banco de Caixas.
7 - O Decreto 5.940 do Governo Federal institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis, e dá outras providências. A CEAGESP é uma empresa estatal.
Entreposto da Capital comercializou mais de 3 milhões de toneladas em 2007 ( janeiro de 2008)
Apesar das condições climáticas adversas vividas em 2007 e poucos casos de excedentes de produção, a rede de entrepostos da CEAGESP alcançou crescimento de 4% no volume comercializado em relação a 2006. Foram negociadas cerca de 3.755.716 toneladas de hortifrutícolas, flores e pescados. Já o volume financeiro registrou aumento de 12,7%, com movimento de R$ 4,3 bilhões.
O entreposto da capital obteve crescimento de 2,6% no volume comercializado. “Este crescimento é extremamente relevante, pois superou o ano de 2006 que apresentou o melhor resultado em relação aos últimos anos. Foram comercializadas 3.033.812 toneladas” diz o economista da CEAGESP, Flávio Godas.
O setor de frutas, que cresceu 2,7% e continua no topo do ranking, foi responsável por 52% do total comercializado, cerca de 1.590.707 toneladas. O setor de legumes movimentou mais de 750 toneladas, que correspondem a 24,9% do total. O crescimento foi de 1,5% comparado ao ano passado.
As flores apresentaram crescimento acentuado em 2007 impulsionado, porém, pela inclusão de novos produtos no rol de itens que sofrem acompanhamento estatístico.
O maior destaque de 2007, no entanto, foi o setor de pescados, que apresentou a elevação mais significativa: 30%. “Maiores investimentos impulsionaram a extração no litoral brasileiro e o dólar em queda aumentou o volume de importações. A superprodução de Tainha, em maio do ano passado, além do aumento da quantidade ofertada de produtos importantes como pescada, camarão, salmão, corvina, entre outros, acarretaram este crescimento ” justifica Godas.
O único setor a registrar retração foi o de verduras, que movimentou cerca de 213.631 toneladas, volume 6,79% mais baixo que o negociado em 2006.
A tendência para 2008 é que a maioria das culturas apresente elevação da quantidade produzida. “Os produtores conseguiram em 2007 maior rentabilidade em função dos bons preços gerados pelo aumento do consumo e das exportações. Os preços pagos aos produtores foram bastante satisfatórios durante todo o ano", diz Godas “assim, espera-se que os produtores rurais estejam mais dispostos a realizar investimentos e, portanto, aumentar a quantidade produzida. Maior produção e preços estáveis são as perspectivas para 2008” conclui.
Festa do pêssego (dezembro/2007)
Em dezembro a campanha Sabor & Saúde CEAGESP promoveu a Festa do Pêssego. Durante seis dias foram comercializadas nos varejões um total de 20 toneladas de pêssegos a R$1,99 o quilo para o consumidor final. A festa foi estimulada pelos resultados obtidos com as promoções anteriores da cenoura, morango, caju e do mel.
A Campanha Natal com Mel começará no dia 1º de dezembro, e se estenderá durante todo o mês nos seguintes dias e horários durante o mês de dezembro.
Varejões
Aberta ao público, com estacionamento gratuito, a campanha do mel acontece: .
quartas-feiras, das 16 às 22 horas na praça da Batata – entrada pelo portão 7 .
sábados e domingos, das 7 às 12h30, no pavilhão MLP – entrada pelos portões 3 e 13
Feira de Flores
Terças e sextas-feiras, das 5 às 10h30, no pavilhão MLP – entrada pelo portão 3 Aberta ao público, com o estacionamento pago
Mega Empório de Natal (dezembro 2007)
A partir do dia 14 até 31 de dezembro, a CEAGESP promove o Mega Empório de Natal Ceasa, com especiarias típicas de natal. O consumidor encontrará frutas frescas, secas e cristalizadas, vinhos nacionais e importados, pães diferenciados, panetones, bacalhaus, entre outros produtos para incrementar a ceia natalina e de Reveillon. "O preço será o diferencial do empório da CEAGESP" - ressalta o coordenador do empório, Ronaldo Pinheiro Passos. "Aqui o consumidor vai encontrar produtos de qualidade e com preços imbatíveis, como o bacalhau que está R$35,00 o quilo, o panetone de 400 gramas por R$3,50 e o azeite de oliva por R$8,47" - completa. Durante a comercialização, que funcionará todos os dias das 6h às 22h, haverá degustação de vinhos, pães, azeites e queijos.
O empório com especiarias é uma novidade na CEAGESP, que não tinha a comercialização desses produtos para o consumidor final. Agora quem vai ao varejão nas quartas-feiras, sábados e domingos e também à feira de flores todas terças e sextas-feiras, pode aproveitar mais essa opção. Nos dias 24 e 31 o funcionamento será até ao meio-dia. Mesmo quem deixar para última hora, não vai perder a oportunidade.
Outra vantagem para o consumidor é o estacionamento, que aos sábados e domingos é gratuito.
Mega Empório de Natal CEAGESP
Até 31 de dezembro - De segunda à sexta entrada pelo portão 2
Sábados e domingos entrada pelo portão 3
Av. Dr. Gastão Vidigal 1946 - Vila Leopoldina - SP
CQH lança o guia HortiEscolha (15/10/2007)
Diariamente 37 milhões de refeições são servidas nas escolas públicas do país. A escolha de componentes essenciais como frutas e hortaliças representa uma dificuldade para técnicos e responsáveis pela compra e controle dos alimentos. É muito comum que a indicação de compra recaia sempre sobre os produtos mais valorizados na cotação, que nem sempre atendem as necessidades. Frutas e hortaliças frescas também representam 19% do custo das empresas de refeições coletivas, que servem 8,9 milhões de refeições/dia.
O maior desafio dos profissionais do setor é estabelecer uma classificação dos produtos que garanta melhor custo-benefício para cada tipo de utilização. Com este intuito, o Centro de Controle de Qualidade em Horticultura da CEAGESP criou uma ferramenta de caracterização, escolha e controle da qualidade de frutas e hortaliças frescas para utilização em diversos serviços de alimentação, especialmente na Alimentação Escolar.
A pesquisa realizada por nutricionistas, engenheiros de alimentos e agrônomos estabelece um índice de escolha ,a partir da comparação entre índices de valoração e aproveitamento, que aponta o custo-benefício de cada classificação de produto.
O lançamento da cartilha HortiEscolha realizado na segunda-feira, 15 de outubro, no Auditório da CEAGESP, abriu as comemorações da Semana Mundial da Alimentação. O estudo toma como base o serviço de monitoramento diário de preços, realizado pela Seção de Economia da CEAGESP e a partir dele chegam ao Índice de Escolha. Com o cruzamento de dados, a pesquisa mostra, por exemplo, que o chuchu classificado como 3A, que vale 1,96 vezes mais que o chuchu 1A, apresenta índice de escolha menor, ou seja, a relação custo-benefício do 3A é desvantajosa pois a compra do 1A representa o dobro do produto pelo mesmo valor, sem afetar a qualidade.
BALANÇO DO SEMESTRE
O Entreposto Terminal de São Paulo registrou a venda de um total de 1.495.545 toneladas de frutas, hortaliças, pescados e flores no primeiro semestre deste ano, o que representa crescimento de 2,20% (31.192 t) no volume comercializado sobre igual período de 2006 — quando vendidas 1.463.353 toneladas. Considerando todos os dias de vendas, inclusive sábados, a média de comercialização diária no primeiro semestre foi de 10,1 mil toneladas. Alguns setores apresentaram aumentos significativos como o setor de pescados, cujas vendas cresceram 46,51% em relação ao primeiro semestre do ano anterior e de flores, que registou crescimento de 54,71%. Em níves menores, os demais setores também apresentaram cresciimento: diversos, 9,60% e frutas, 0,48%.
Segundo Flavio Godas, chefe da Seção de Economia da CEAGESP, "o aumento da oferta — especialmente da tainha, da sardinha, do atum e do salmão — explica o melhor desempenho do setor de pescados, que se recupera, assim, de quedas acumuladas nos períodos anteriores". No caso das flores, Flavio esclarece: "o crescimento é reflexo da inclusão de novas variedade de plantas e mudas que, em 2006, não integravam o rol dos produtos pesquisados pela Seção de Economia e Desenvolvimento". Nos setores de legumes e verduras foram registradas quedas de 0,05% e 5,23%, respectivamente, nos volumes de comercialização.
Concorrência Pública
A CEAGESP abriu licitação para a ocupação de módulos e de áreas vagas nas 11 CEASAS administradas pela Companhia. Todas as informações necessárias aos processos estão nos editais, que podem ser obtidos gratuitamente através do Portal. www.ceagesp.gov.br/publicacoes/Concorre ou na Comissão Permanente de Licitação da CEAGESP, Av.Dr. Gastão Vidigal, 1946 – Vila Leopoldina, das 8h30 às 11h30 e das 13h às 16h30 (telefone: 3643.3700). No Entreposto da capital paulista, além de equipamentos na área de varejo e dez módulos no pavilhão AM-F, a empresa também está licitando 109 áreas vagas.
Plano Agrícola 2007/2008
Ao anunciar na quinta-feira (28/06) o Plano Agrícola e Pecuário 2007/2008, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, divulgou uma agenda de trabalho com pontos que ele considera prioritários para que o agronegócio brasileiro seja competitivo dentro e fora da porteira. “Alguns desses pontos estão em processo de operacionalização, outros ainda dependem de estudos, diagnósticos e decisões”, disse o ministro em seu discurso.
O primeiro item envolve a defesa sanitária animal e vegetal. Na avaliação de Sthepanes, é inaceitável o Brasil perder bilhões de reais por falta de um bom controle sanitário, seja na febre aftosa, na brucelose ou na tuberculose que afetam os rebanhos. Na área vegetal, lembrou que a ferrugem asiática da soja gerou um prejuízo de R$ 2,19 bilhões na última safra. Citou ainda como exemplos o bicudo do algodão, a peste suína africana, a vassoura-de-bruxa no cacau e a sigatoka negra - que afeta a produção de banana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu ao ministro que não faltarão recursos para ações de defesa sanitária.
Outros itens considerados prioritários são a formação do Fundo de Catástrofe, o investimento em infra-estrutura e logística, as negociações internacionais, o endividamento agrícola, a bionergia, a taxa de juros ao crédito rural e os insumos agrícolas. No que se refere à infra-estrutura logística, Stephanes destacou a ‘fragilidade’ do Centro-Oeste, onde se localiza a maior produção de grãos e carnes. Para o ministro, neste quesito são necessários investimentos nas rodovias, hidrovias, ferrovias e nos portos, além de uma reforma no sistema de serviços de cabotagem. “É inaceitável que o custo de transportes dos estados do Sul para o Nordeste seja maior do que o do Brasil para a China”, exemplificou.
O endividamento agrícola também foi destaque no discurso. Segundo o ministro, adversidades climáticas, impactos dos planos econômicos, mercado internacional e taxa cambial com o real valorizado são as principais causas da falta de capacidade do produtor em quitar seus débitos. “A solução para o endividamento depende de encontrarmos um mecanismo de equilíbrio tecnicamente viável, financeiramente suportável e socialmente justo”, enfatizou. Stephanes disse que apesar do cenário desfavorável, mais de 90% dos produtores que contraíram dívidas para custeio na última safra estão em dia.
Quanto às negociações internacionais, o ministro reafirmou que os países competidores do Brasil impõem restrições que vão desde taxas, sobretaxas até barreiras sanitárias. “É preciso continuar na luta para que Organização Mundial do Comércio possa ser mais favorável aos nossos produtos agrícolas para reduzir tarifas de proteção”. Estas tarifas estão estimadas de 15% a 65% na China; de 30% a 270% na União Européia; de 12% a 350% os Estados Unidos; e de 40% a 182% na Índia, entre outras.
Sobre a questão do incentivo à bioenergia, Stephanes salientou que o governo deve acompanhar a expansão da cana-de-açúcar e das oleaginosas que são utilizadas para a fabricação de biocombustíveis. Ele alertou que são necessários o zoneamento e o estabelecimento de critérios sócio ambientais para que haja essa expansão. A estimativa é de que a demanda pelos biocombustíveis leve o Brasil a utilizar uma área adicional de até 10 milhões de hectares na próxima década. Atualmente, a área utilizada para a agricultura e a pecuária abrange 300 milhões de hectares.
A mudança no nível da taxa de juros ao crédito rural também é item de destaque na agenda de trabalho. Há quase dez anos, o governo fixou os juros para o setor em 8,75%. Para a safra 2007/2008 o percentual caiu para 6,75%. “Como a inflação caiu e o mesmo ocorreu com a taxa Selic (taxa básica de juros) e a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), é natural esperar que os juros rurais sejam reduzidos também. É preciso, no entanto, continuarmos nos esforçando para reduzi-los ainda mais”.
No último ponto da agenda de prioridades, que trata dos insumos agrícolas, o ministro fez questão de separar os defensivos agrícolas dos fertilizantes. Ele lembrou que, na área de defensivos agrícolas, a Casa Civil coordenou um grupo de trabalho que revisou o decreto que envolvia produção, comercialização e uso dos produtos. O resultado foi uma redução, em média, de 15% nos preços na safra 2006/2007 em relação à safra anterior.
Já no setor de fertilizantes, Stephanes ressaltou que a produção do agronegócio brasileiro ficará cada vez mais dependente da importação. Hoje, disse, a demanda nacional é de 22 milhões de toneladas para uma produção de 9 milhões de toneladas. Projeções indicam que em 2015, a demanda será de 30 milhões e, mantida a capacidade instalada da indústria, o país terá que importar mais 20 milhões de toneladas. “Isso é um fator crítico que está sendo analisado pelo grupo de trabalho”.
Ao finalizar seu discurso, Reinhold Stephanes disse que esta agenda de prioridades não pertence ao Ministério da Agricultura, mas a todos que, de alguma forma, são responsáveis pelo desenvolvimento do agronegócio, incluído governos, classe política, sindicatos, associações, cooperativas e produtores.
A íntegra do discurso está no site www.agricultura.gov.br.
Muito forró e musica sertaneja animam o Arraial Beneficente (20/6/2007)
No dia de São Pedro, 29 de junho, o Entreposto Terminal de São Paulo realizará o Arraial da Ceagesp pelo quarto ano consecutivo. O evento será beneficente e, como acontece todos os anos, além de aquecer a noite paulistana com muita diversão e comidas típicas, a festa irá gerar recursos para mais de 20 instituições assistenciais ligadas ao Banco CEAGESP de Alimentos, que participam com barracas de doces, bebidas, jogos e brincadeiras.
A programação inclui, ainda, quadrilha, correio-elegante, pescaria, jogo de argolas e o emocionante touro mecânico. Aberta ao público, a festa acontece a partir das 17h, na Praça da Batata, com acesso pelo portão 7 da avenida Dr. Gastão Vidigal, na Vila Leopoldina, zona Oeste da capital paulista.
CEAGESP torna-se classificadora de milho e soja
Já consagrada pela dimensão de sua rede armazenadora e pela qualidade dos serviços de guarda e conservação de produtos agrícolas, a CEAGESP agora está apta a prestar serviço de classificação vegetal. A Companhia foi credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como Empresa Prestadora de Serviços de Classificação de Milho e Soja.
A classificação determina, com base em padrões oficiais e reconhecidos por toda a cadeia do agronegócio, as qualidades de um produto vegetal, facilitando as relações entre vendedores e compradores. O Serviço de Classificação Vegetal da CEAGESP – SECLAC – terá lugar em um posto de classificação situado na unidade armazenadora do Jaguaré, dentro do Entreposto Terminal de São Paulo, na zona Oeste da capital paulista. O objetivo é facilitar o acesso dos clientes a esta ferramenta de comercialização de produtos agrícolas. Mais informações podem ser obtidas junto ao Departamento de Armazenagem, telefone (11) 3643.3810 / 3814
Seminário Paulista reúne representantes de 41 municípios (14/03/07)
O Primeiro Seminário Paulista de Bancos de Alimentos, realizado nos dias 8 e 9 de março pela CEAGESP e o Fundo Social de Solidariedade de São José do Rio Preto, superou as expectativas da organização ao registrar a participação de 276 profissionais ligados ao setor, vindos de mais de 40 municípios paulistasincluindo Franca, Araçatuba, Barretos, Catanduva, Araraquara, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Votuporanga, São Carlos, Sorocaba, Campinas, Diadema, Embu, Osasco, Fronteira, Urupês, Mirassolândia, Nova Granada, Guapiaçu e muitas outras. Reunidos no Centro Universitário de Rio Preto (Unirp) eles debateram sobre segurança nutricional e combate ao desperdício de alimentos.
O prefeito Edinho Araújo e o presidente da CEAGESP, Francisco Cajueiro, realizaram a abertura do evento que contou, ainda, com a participação do diretor-geral da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Crispim Moreira, e da coordenadora do Programa Nacional de Banco de Alimentos, Fátima Cassanti. De acordo com o presidente da CEAGESP, a proposta do encontro foi buscar a troca de experiências e a integração entre os Bancos de Alimentos do Estado de São Paulo: "acredito que esta iniciativa seja fundamental para que governos e entidades parceiras possam discutir os desafios".
O representante do Ministério, Crispim Moreira, lembrou aos presentes que o governo federal criou um programa destinando R$ 15 milhões para implantação de novos bancos: "hoje o país conta com 87 Bancos de Alimentos, grande parte deles em São Paulo, e temos condições de ajudar a implantar novos bancos". O evento prosseguiu na sexta-feira, 9 de março, com palestras e exemplos de atuação, com destaque para a apresentação do Banco de Alimentos de S. José do Rio Preto, que no ano passado arrecadou 300 toneladas de alimentos, distribuídos a 155 entidades.
Participaram, também, do Primeiro Seminário Paulista de Bancos de Alimentos instituições como SESI, UNESP, FATEC Rio Preto, SESC Rio Preto, COMSEA e UNIRP.
Parcerias que fazem a diferença
Mais de 30 instituições, incluindo creches, associações e um hospital especializado em doenças mentais estão entre os beneficiados pelo Banco de Alimentos da CEASA Rio Preto, a partir de uma parceria entre a CEAGESP e a Prefeitura Municipal. Não são papéis assinados que garantem esse trabalho conjunto, mas a compreensão de que é a CEASA de Rio Preto que garante mais de 90% dos alimentos doados a estas instituições. Assim, há quase dois anos, o Banco Municipal de Alimentos transferiu parte de sua operação para dentro do Entreposto.
Rede de CEASAs registrou aumento de 1,5% na venda de hortícolas (20/01/2007)
O aumento da oferta dos produtos hortifrutícolas favoreceu o consumidor em 2006. A população de São Paulo pagou preços mais baixos do que os habituais por produtos como tomate, batata, cebola, manga, entre outros. Essa é uma das conclusões do balanço realizado pela Seção de Economia e Desenvolvimento, que inclui análises e estatísticas da comercialização da rede de entrepostos da CEAGESP no Estado de São Paulo.
O documento revela ainda que “a desvalorização do dólar também beneficiou o controle de preços e o mercado interno, já que acarretou a elevação de importações, principalmente de frutas, e inibiu moderadamente as exportações”. O estudo demonstra que o Entreposto da Capital (CEASA) registrou um aumento de movimentação de 1,51% em relação a 2005. Seus comerciantes venderam 2.957.110 toneladas de hortifrutícolas, flores e pescados, o maior volume dos últimos 15 anos.
Nas unidades do Interior, o crescimento médio foi de 1,2% no mesmo período, com destaque para o aumento do movimento dos entrepostos de São José do Rio Preto, Franca e Araraquara.
No total, a rede obteve um crescimento de 1,5% em relação a 2005, ao comercializar 3.610.972 toneladas. Foram 81% do CEASA de São Paulo, (volume médio diário de 10.024 toneladas) e o restante foi dividido entre 11 entrepostos, liderado pela unidade de Ribeirão Preto (5,3%).
No ETSP, as frutas lideram o ranking com um aumento de 1,49 %. E mais uma vez a laranja, mesmo com queda de volume ofertado de 4,06%, liderou a lista dos produtos mais vendidos, com 302.205,25 toneladas. Mas quem virou a tendência dos últimos anos foi o setor de pescado, que reverteu o viés de queda e registrou o índice de elevação mais satisfatório: 11,91%. O produto líder de vendas em volume foi a sardinha, com 16,6%. Com relação à movimentação financeira, o crescimento chegou a 5% na Capital, somando R$ 3.184.750.751,73.
Flávio Godas, chefe da Seção de Economia da CEAGESP, identifica as causas desse incremento: “É resultado, principalmente, do significativo aumento de produtos com alto valor agregado, notadamente os estrangeiros (salmão, atum, pêra e diversas outras variedades de frutas, algumas nacionais como lichia, por exemplo). A laranja, lider do ranking por volume, também influenciou este crescimento. As perdas nos EUA impulsionaram as exportações pela indústria e retiraram parte do volume ofertado do mercado interno. Ainda assim, os preços do setor hortifrutícola, especialmente do tomate e da batata, foram caracterizados pela acentuada baixa, contribuindo, inclusive, para a queda do item alimentação nos principais índices que medem a inflação”. O setor de frutas, com 7,13 % a mais em relação ao ano anterior, representou 55,8% do fluxo total. E o pescado teve um incremento na movimentação financeira de 30,62%, liderada pelo salmão.
No interior, a batata saiu na frente, tanto em toneladas como em volume financeiro: somou 84.980,86 toneladas e R$ 64 827 866, 27.
A revolução não deve excluir o abastecimento
Em abril de 2006, quando 30 países do mundo inteiro enviaram a São Paulo especialistas em abastecimento alimentar para discutir a modernização dos mercados atacadistas, a mídia deu pouca atenção ao debate voltado para soluções importantes, que envolvem toda a população. Em novembro deste ano, por outro lado, um jornal de grande circulação em São Paulo, através de um dos seus colunistas, abriu espaço à proposta do Diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, João Steiner, sobre a instalação de um parque tecnológico na área do entreposto da capital da CEAGESP (sob o título "A revolução na vizinhança da USP"). Não foi levado em conta, porém, o fato de que o professor, para a elaboração do seu trabalho, recebeu informações incorretas e controversas, que interferem nas suas conclusões. Por esse motivo, o presidente da CEAGESP, Francisco Cajueiro, sem questionar a importância de um Centro Tecnológico e de uma possível estadualização da empresa, que atua nos limites do Estado de São Paulo, faz questão de esclarecer: 1. Os alimentos frescos que chegam à mesa dos paulistas passam pela CEASA da Vila Leopoldina. O entreposto abriga cerca de 3 mil empresas — 15 mil empregos diretos — e movimenta, diariamente, 10 mil toneladas de produtos e R$ 9 milhões em negócios. Apesar do dinamismo e de toda essa movimentação, a área compreendida pelo Entreposto é de 658 mil m², muito aquém dos 1.300 mil m² mencionados pela publicação.
2. Ao propor a transferência do CEASA da capital para o Rodoanel, não considerou que a área sugerida não está pronta para absorver uma atividade que envolve uma estrutura complexa, composta por empresas, pessoas e uma logística responsável pela distribuição de alimentos para todo o Estado de São Paulo, outras regiões do Brasil e países da América do Sul. E mais: que a empresa de economia mista CEAGESP com sua rede de entrepostos e armazéns, quando passou a fazer parte do Governo Federal, em 1997, foi inserida no Programa Nacional de Desestatização. Desde então, suas ações (e não o terreno do CEASA, como foi divulgado) estão sob a guarda do BNDES. Este vínculo faz com que a decisão sobre
o futuro da Companhia caiba ao Conselho de Desestatização.
3. Sob o aspecto geográfico, não há como responsabilizar a CEAGESP pela “deterioração de toda a região próxima da USP, nos dois lados do Tietê”. E mais: atrair “empresas sofisticadas e empregos que exigem alta escolaridade para mudar a paisagem urbana e humana do local”, como sugere o trabalho do Professor Steiner, significa desalojar empresas produtivas, que envolvem produtores e comerciantes responsáveis pelo abastecimento de alimentos da população e pela geração de milhares de empregos
diretos e indiretos.
4. Embora o artigo não mencione a disponibilidade de recursos para a megaobra de implantação de uma nova CEASA, cabe indagar: se existe a disposição de investir, por que não escolher a opção menos traumática para o abastecimento e mais econômica, promovendo a revitalização da Central Atacadista e da região onde está localizada? Vamos recordar que, ao contrário de responsabilizar o Mercado Municipal pela falta de qualidade urbanística de seu entorno, a prefeitura buscou parcerias e investiu na revitalização do edifício. E deu certo. O CEASA tem peculiaridades que devem ser valorizadas e dispõe de projetos de responsabilidade social que contemplam serviços à comunidade e integração.
Semana Mundial da Alimentação (16 a 21 de outubro)
Eventos promovidos pela Ceagesp no Entreposto da capital para comemorar a Semana Mundial da Alimentação mobilizaram centenas de participantes, incluindo adultos e crianças, comerciantes e instituições sociais, além de técnicos do setor de abastecimento, que participaram do I Fórum Metropolitando de Abastecimento Alimentar.
No dia 16/10, o multirão da Solidariedade arrecadou 12 toneladas de produtos, distribuídas a ONGs e entidades pelo Banco de Alimentos da CEAGESP. Na terça, 17/10, cerca de 80 alunos do SESI Vila Leopoldina e Associação Nossa Turma participaram de atividades recreativas e educativas, além da degustação de frutas nunca antes provadas.
O Forúm de Abastecimento Alimentar, na quinta-feira, 19/10, reuniu cerca de 70 participantes, entre técnicos e especialistas do setor, incluindo MDA, Conab, Itesp e FAO Brasil. O representante da FAO, José Tubino qualificou o Fórum como um evento de impacto macro: “Estamos no terceiro maior mercado do mundo e senti-me honrado com o convite para este encontro, que considero o mais importante evento de comemoração da Semana Mundial da Alimentação no Brasil.” Para Tubino, o Fórúm de Abastecimento Alimentar — que prossegue com reuniões regionais — é parte de um processo para consolidar a política nacional de abastecimento. “O tema do encontro é multidisciplinar com a participação de muitos 'atores' cujos papéis e responsabilidades precisam ser definidas com clareza”. Acredito que as prefeituras e as secretarias de saúde, municipal e estadual, precisam estar envolvidas nesse debate e também os planejadores urbanos devem levar em conta o abastecimento alimentar ao pensar a cidade.”
Outro destaque da programação, a “Virada do Mercado” na sexta-feira, 20/10, garantiu shows musicais e promoções no varejão da madrugada, em paralelo à Sopa de Cebola, que atraiu centenas de visitantes.
CEAGESP adota pregão eletrônico (22/8/2006)
Em poucos dias a CEAGESP fará a estréia de seu pregão eletrônico no portal de compras do governo federal www.comprasnet.gov.br. Com isto, a Companhia passa a comprar bens e serviços de modo mais ágil e econômico, pois esta modalidade de licitação é realizada em menor prazo e dispensa publicações em jornais de grande circulação.
Segundo Antonio Simeão Ramos, presidente da Comissão de Licitações da CEAGESP o pregão eletrônico é apropriado para contratações de valor inferior a R$ 650 mil, faixa na qual se enquadra a maioria das licitações realizadas pela Companhia. "Esta é uma grande oportunidade para atingir o patamar de eficiência perseguido pela CPL", diz Simeão. O pregão eletrônico dispensa a presença dos participantes, que podem acompanhar tudo em tempo real pela Internet, e tem a vantagem de agilizar a emissão de atas, mas não se aplica a obras, venda de imóveis, permissões ou concessões de uso, que são realizados através de tomadas de preços ou concorrência.
A redução de despesas com publicações em jornais de grande circulação é outra vantagem do pregão eletrônico. Atualmente todos os editais e atas de sessões públicas são disponibilizados no portal CEAGESP, promovendo redução de mais de 30% nessas despesas. Com o uso do pregão eletrônico, a economia de tempo e dinheiro será ainda maior.
CEAGESP anuncia o projeto de Reforma do Entreposto de Pescados (13/07/2006)
A CEAGESP e a SEAP (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República) apresentam ao público, na quinta-feira, 13 de julho, o projeto de reforma do maior Entreposto de Pescados do país, onde 60 empresas movimentam a média de 3,6 mil toneladas de produtos por mês. A reforma marca o início do processo de revitalização da CEASA paulista e seu lançamento contou com a presença do ministro da Pesca, Altemir Gregolin, do presidente da CEAGESP, Francisco Cajueiro, do superintendente Federal de Agricultura no Estado, Luiz Chaguri Neto, além do Secretário Adjunto de Agricultura e Abastecimento do Estado de S.Paulo, Carlos Nabil Gobril, representando o governador Cláudio Lembo. Também participaram do evento o diretor Técnico e Operacinal da CEAGESP, Luiz Ramos, o diretor Administrativo e Financeiro, Antonio Avante, o presidente da Associação dos Comerciantes de Pescado no Estado de São Paulo (ACAPESP), Jiro Yamada e muito outros profissionais do setor.
As mudanças chegam em momento crucial para o setor de pescados, cujas vendas vem sofrendo acentuada queda. Entre 1998 e 2005, o volume de pescados vendidos na CEAGESP sofreu redução de quase 40%, baixando de 67.154 toneladas/ano para 40.936 toneladas/ano. Na costa brasileira várias espécies se encontram em processo de esgotamento, e, enquanto a pesca oceânica (além da costa) não se desenvolve, a modernização dos meios de extração e de comercialização apresenta-se como principal alternativa. O reflexo da redução no volume ofertado é percebido nos preços e também no consumo, cuja média nacional, de 8 kg/habitante/ano, continua bem abaixo da média mundial (15 kg /habitante/ano).
Segundo o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, uma das estratégias do governo, para reduzir o preço dos pescados é investir na modernização e construção de estruturas que garantam maior qualidade e durabilidade dos produtos, evitando desperdícios e desenvolvendo a comercialização. "A cadeia produtiva do setor é fundamental para a geração de emprego e renda. Com este convênio serão feitas melhorias nas condições de comercialização, que se refletem em melhor aproveitamento da produção". Para o presidente da CEAGESP, Francisco Cajueiro, o projeto é inovador, "será capaz de ampliar o escoamento da produção de pescados e pode servir de modelo a outras centrais atacadistas do país". Ele ressalta, ainda, a importância do investimento para a Companhia, que aposta na modernização para atrair novos negócios e ampliar sua receita.
Para a primeira etapa estão previstas obras de adequação às normas higiênico-sanitárias (RIISPOA) e de ampliação do volume de comercialização, a partir das seguintes intervenções: implantação do Setor de Inspeção Primária e da fábrica de gelo da Inspeção Primária; implantação de um Centro de Filetagem e instalação de Câmara de Coleta de Resíduos e, ainda, a recuperação da cobertura do Pátio Central. O Centro de Filetagem contará com 16 unidades e terá capacidade de produção de 1,4 toneladas de filés por hora. O setor de Inspeção Primária contará com 2 separadores de gelo, 2 túneis de lavagem, 2 esteiras de inspeção, 1 higienizadora de caixas e terá capacidade de inspecionar até 10 toneladas de pescados por hora, por esteira.
Conferência Mundial de Mercados Atacadistas (30/4/2006)
Entre os dias 25 e 28 de abril, no Hotel Transamérica, em São Paulo, a WUWM São Paulo Conference 2006 reuniu mais de 300 participantes vindos de 28 países, entre eles Alemanha, Austrália, África do Sul, Bélgica, China, Espanha, Dinamarca, EUA, Costa Rica, Grécia, Itália, Portugal, Polônia, França, México, República Serbska e Bosnia, Servia e Montenegro, Inglaterra, Holanda, Nigéria, Paraguai e Colômbia.
Presidida pelo então secretário executivo do Ministério da Agricultura (Brasil), Luíz Carlos Guedes Pinto, a primeira sessão da WUWM Conference, iniciada às 8h30, debateu o comportamento e as necessidades dos mercados atacadistas face às novas demandas operacionais dos compradores. Guedes, que representou o ministro Roberto Rodrigues na abertura do evento, destacou a importância de acolher a Conferência Mundial de Mercados Atacadistas no mesmo momento em que o governo brasileiro envida esforços para reestruturar as centrais de abastecimento. “O governo se empenha em promover uma gestão mais qualificada, com treinamento de pessoal e integração de informações. Portanto, a realização do evento no Brasil é importante e oportuna.” O presidente da Associação Paulista de Supermercados, Sussumo Honda, apresentou uma radiografia de setor, que em 2005 faturou R$ 105 bilhões no País. Ele salientou que, embora os supermercados estejam entre os maiores compradores das CEASAS, dificuldades logísticas e de segurança ainda são obstáculos na ampliação desse comércio. Honda falou da expectativa de evolução dos mercados atacadistas e da importância do evento, que exerce o papel de agente catalisador do que acontece no mundo, influindo, assim, na transformação do atual modelo brasileiro.