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Irradiação facilitará exportações (20/6/2006)
A regulamentação do uso da irradiação ionizante em produtos de origem vegetal deverá facilitar exportações do mamão produzido no Espírito Santo, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte. Esta é a expectativa é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cujos técnicos apresentaram proposta de instrução normativa que vai regulamentar a técnica para representantes dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, pesquisadores de universidades federais, estaduais e centros de pesquisa.

A instrução normativa regulamentará a irradiação ionizante como forma de prevenir a entrada de pragas quarentenárias no País. A Comissão Técnica de Agrotóxicos (CTA), que reúne os três ministérios, é encarregada de autorizar o procedimento. Após aprovação da CTA, a instrução normativa será submetida à consulta pública por um prazo de até 90 dias. A normatização deverá ser concluída até o final de 2006.

A irradiação de alimentos já ocorre no País, mas apenas como forma de garantir a qualidade comercial do produto e não como tratamento fitossanitário. A instrução normativa será editada para regulamentar a norma internacional do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) que trata das diretrizes para utilização da irradiação ionizante (NIMF nº 18).

Você sabia...
. Que a produção e o consumo de uva de mesa estão aumentando no mundo todo enquanto o consumo de vinho está estável? O Brasil e o Uruguai estão ente os poucos países que fabricam e consomem vinho de Vitis labrusca (espécie a que pertence a uva Niagara). O maior produtor é a China com mais de 5 milhões t, seguido da Turquia, Itália e Chile, com produção entre 1 e 2 milhões t e os EUA, a África do Sul, Espanha e Grécia, com produção entre 0,5 a 1 milhão t? Os maiores consumidores são a China e a Turquia, que só exportam pequena parte da sua produção (0,14% e 4,57%, respectivamente).
O Brasil produz 1.120.574 t de uva de mesa e exporta 4,40% desse volume.  Já a Itália, o Chile, os EUA e a África do Sul exportam mais de 45% da sua produção de uva de mesa.

. As variedades predominantes no mercado internacional são Thompson, Red Globe, Flame e Crimson. A única variedade com semente que ainda persiste no comércio internacional é a Red Globe.. O maior produtor brasileiro de uva de mesa ainda é o Estado de São Paulo, com 193.300 t e 11.600 hectares, seguido por Pernambuco, Paraná e Bahia. A área de produção de uva de mesa no Brasil é de 30.487 hectares e a produção de uva para a indústria ocupa 36.668 hectares. A produção de uva de mesa cresceu 49,51% de 2000 a 2004 e a exportação cresceu 39% no mesmo período.
. O consumo per capita de uva de mesa na Europa é 5,67 kg e no Brasil, o consumo domiciliar medido pelo IBGE-POF é de 0,9 kg/capita.
. No Entreposto Terminal de São Paulo são comercializadas 33.454 toneladas de uvas finas, volume igual a 18% da produção de uva fina de São Paulo. O Estado responde por 62,17% do abastecimento de uva da Ceasa de São Paulo, seguido pelo Paraná, com 28,02%, Bahia e Pernambuco, com 5,67%, e Minas Gerais, com 3,72%.
Produtores e atacadistas podem entrar para o Programa Garantia de Doçura da CEAGESP. Basta procurar o CQH: (11) 3643-3825 ou cqh@ceagesp.gov.br.

A qualidade do abacaxi no mercado
Nos últimos anos houve um aumento no volume de entrada de abacaxi pérola no Entreposto da CEAGESP. Essa variedade é cada vez mais associada à doçura, ao passo que a variedade Havaí tem sofrido crescente rejeição. Um mestrando da UNESP de Botucatu, em parceria com a CEAGESP /CQH e a ESALQ, está coletando abacaxis dos principais atacadistas dessa fruta e fazendo análises físicas, químicas e sensoriais (de sabor) e levantando preços das variedades Pérola e Havaí. Os preços pagos ao atacadista pelo varejo refletem a aceitação do produto pelo consumidor. As análises laboratoriais e sensoriais permitirão a caracterização da qualidade do fruto. Em conjunto, esses dados permitirão o estabelecimento de uma estratégia de mudança para melhoristas, produtores e comerciantes. 

O que o consumidor espera do melão amarelo?
A compreensão da percepção do consumidor na compra do melão amarelo é fundamental no desenvolvimento de novas variedades e na produção de frutas com características desejáveis, que gerarão maior consumo. Pesquisa realizada com apoio da FAPESP pela ESALQ e CEAGESP/ CQH com consumidores de melão amarelo em São Paulo e em São Bernardo, SP, revela grande preocupação com a aparência dos frutos. Os consumidores dessa fruta de fato “comem com os olhos” e associam fortemente a qualidade do fruto (inclusive interna) à sua boa aparência, mesmo sabendo que isso nem sempre é verdadeiro. A doçura também foi bastante destacada como fator importante para a qualidade do melão amarelo. Na hora da escolha, o consumidor vale-se da sorte e de velhas receitas, como apertar as extremidades do melão para ver se estão firmes ou escolher a fruta mais amarela. O trabalho ainda não está concluído, mas já revela um pouco do que o consumidor espera dessa fruta, permitindo aos produtores e comerciantes do atacado e varejo atender melhor a essas exigências.

Embalar mamão formosa no produtor é bom negócio?
No Entreposto Terminal de São Paulo o grande paradigma é a utilização de embalagem como unidade de comercialização e de comparação. A diversidade de tamanho dee embalagens é pequena. Os levantamentos feitos pelo CQH ( Centro de Qualidade em Horticultura) mostram 38 embalagens diferentes de pêssego, 20 de goiaba, 11 de morango, 12 de pêra asiática, 10 de manga e 29 de caqui.

Na comparação do mamão Formosa, embalado numa caixa de 8,5 kg pelo produtor e com o mamão que chega a granele é embalado no mercado e oferecido ao comprador em embalagens de caixa de madeira de 12 kg, só se fala em valor por caixa e não por kilo. Finalmente estamos recebendo um bom volume de mamão embalado no produtor quebbrando o paradigma de que é melhor trazer o mamão a granel pra embalar n mercado. Fica aqui a questão: Embalar mamão formosa no produtor é bom negócio?
Existe uma grande polêmica que envolve produtores e atacadistas de mamão Formosa. A maioria dos atacadistas de mamão do ETSP- CEAGESP alegam que para garantir qualidade para o seu cliente e menor custo, o único jeito é o mamão a granel.

Entretanto mamão Formosa embalado paletizado chegou para derrubar a tese do mamão Formosa a granel. É só verificar os números: Tempo e custo. O mamão Formosa está chegando em embalagens abertas de papelão ondulado, paletizáveis, rotuladas, com peso líquido de 8,5 kg e em cargas unitizadas. Um caminhão de 7,140 toneladas, 14 paletes, cada palete 60 caixas é descarregado em 30 minutos por 2 pessoas. E o produto esta pronto para ser comercializado, 24 horas depois de ter saído do produtor. E a doca esta livre para o comprador.

Todos somos testemunhas do tempo necessário e da sujeira que o mamão Formosa a granel exige para a sua descarga, classificação e embalamento no mercado. São 6 horas em média ( com 6 pessoas) de serviço, de ocupação da doca, de mamão cozinhando no sol, de perda do melhor período de venda. E nem, começamos a falar de perdas  por amassamento, ferimento, podridão, maturação acelerado, causados pelo empilhamento de um fruto sobre o outro, pela falta de ventilação, pelo manuseio incorreto e que resulta em perdas descontadas do produtor, uma parte significativa do lote vendido mais barato, custo maior do  serviço de lixo da Ceagesp e pior sabor do mamão.

No mamão Formosa embalado no produtor segundo os atacadistas que o recebem e os seus compradores a perda é zero, resultado do manuzeio mínimo.