Mais de 30 instituições, incluindo creches, associações e um hospital especializado em doenças mentais estão entre os beneficiados pelo Banco de Alimentos da CEASA de Rio Preto, a partir de uma parceria entre CEAGESP e Prefeitura Municipal. Não são papéis assinados que asseguram esse trabalho conjunto, mas a compreensão de que é a CEASA que garante mais de 90% dos alimentos doados a estas instituições. Assim, há quase dois anos, o Banco Municipal de Alimentos transferiu parte de sua operação para dentro do Entreposto. “Estamos felizes com os resultados”, diz a assistente social Fabiana Soria Nascimento, que coordena o trabalho de coleta, seleção e distribuição de uma tonelada da produtos por dia. “Para percorrer o mercado de segunda a sábado, captando doações, contamos com 50 voluntários. São pessoas ligadas às instituições beneficiadas, que atuam em turmas de 7 ou 8 por dia, fazendo inclusive a seleção dos produtos”.
A CEASA de Rio Preto é a quarta maior da rede em volume de produtos, movimenta cerca de 8 mil toneladas de alimentos por mês. Segundo o gerente Lupércio Fontana, um dos aspectos mais interessantes dessa parceria é o processamento de alimentos realizado pelo Banco Municipal. “Além de toda a estrutura, eles contam com estagiários de nutrição e engenharia de alimentos das universidades locais para transformar produtos já maduros em polpas e geléias”. Segundo Fabiana, estes produtos são incluídos em programas assistenciais da prefeitura voltados a gestantes e lactantes, entre outros.
Qualidade nos alimentos e informações
A CEASA de Sorocaba também realizou boas parcerias para concretizar seu projeto. Além da contribuição regular de mais de 240 permissionários, o Banco Ceagesp de Alimentos conta com o apoio da Escola Técnica Estadual Rubens de Faria e o Sindicato dos Metalúrgicos. Criado em janeiro de 2006, o Banco de Alimentos encerrou o ano com mais de 360 toneladas de alimentos coletadas — quase uma tonelada por dia. Até novembro, as 130 instituições sociais cadastradas já haviam recebido 299 toneladas de alimentos higienizados, enquanto o excedente — 66 toneladas de produtos impróprios para consumo — foi destinado a criadores de suínos.
De acordo com o gerente da CEASA, Carlos Roberto de Gáspari, cada parceiro responde por uma parcela do processo: a coleta de alimentos no mercado é feita por funcionários da CEAGESP e os estagiários de nutrição da Escola Técnica selecionam, higienizam e embalam os produtos, enquanto a distribuição é feita pelo Sindicato.
Gáspari conta que o Banco de Alimentos também promove cursos de orientação às instituições beneficiadas. Realizados aos sábados na CEASA, pelos estagiários de nutrição, as palestras incluem instruções sobre manipulação, acondicionamento e armazenamento dos alimentos. E, para 2007, a equipe tem novos planos: “pretendemos implantar uma cozinha experimental, em parceria com o SESI, para a realização de cursos de aproveitamento dos alimentos”, conclui o gerente.